Atividade
:
Eletivas de Música – 1D
/ 3 A
Ensino médio
Data
de entrega : 03/07/2020 no Google
Clasrom ou no email: edidelson@prof.educacao.sp.gov.br
Flauta e harpa são dois
instrumentos musicais
que surgiram na época das pirâmides.
Isoladamente ou em
conjunto, podiam se associar à voz e às palmas. A verdade é que os egípcios
sempre gostaram de música. Amavam-na bem antes da invenção de qualquer
instrumento, quando ainda só sabiam bater com as mãos ao ritmo da voz. Com o
decorrer dos séculos passaram a contar com instrumentos musicais variados e bem
desenvolvidos. A ilustração ao lado nos mostra, por exemplo, um grupo de jovens
com seus respectivos instrumentos: uma harpa, um alaúde, uma flauta dupla e uma
lira. A importância que os egípcios davam à música no seu cotidiano é atestada
pela grande quantidade de instrumentos musicais que foram encontrados pelos
arqueólogos, a maioria cuidadosa e individualmente embrulhada em tecido, freqüentemente
gravados com os nomes de seus proprietários e que hoje podem ser vistos em
museus de todo o mundo.que surgiram na época das pirâmides.
Os relevos nas paredes de templos
e túmulos de todos os períodos da história egípcia mostram numerosos tipos e
formas de instrumentos musicais, a técnica com a qual eles eram tocados e
afinados e, ainda, músicos atuando em conjunto. Uma imagem do Império Antigo
(c. 2575 a 2134 a.C.), por exemplo, mostra um flautista, um harpista, quatro
dançarinos e dois cantores. Em uma figura do Império Médio (c. 2040 a 1640
a.C.) aparece uma longa flauta e uma grande harpa acompanhando um homem que
canta com a mão esquerda posta em concha na orelha; outro desenho mostra três
cantores acompanhados por duas harpas, um sistro e um chocalho. Uma pintura do
Império Novo (c. 1550 a 1070 a.C.) indica que havia certas salas do palácio
real de Tell el-Amarna que eram destinadas à música.
Algumas cenas são tão detalhadas
que nos permitem ver as mãos do harpista percutindo certas cordas, ou os
tocadores de instrumentos de sopro emitindo determinados acordes. As distâncias
dos trastos do alaúde mostram claramente que os intervalos correspondentes e as
escalas podem ser medidas e calculadas. As posições das mãos dos harpistas nas
cordas indicam claramente relações como as de quarta, quinta, e oitava,
revelando um conhecimento inquestionável das leis que governam a harmonia
musical. A execução dos instrumentos musicais é controlado pelos movimentos das
mãos dos quirônomos, o que também nos ajuda a identificar certos tons,
intervalos e relações entre os sons.
As harpas, um dos mais antigos instrumentos musicais
do mundo, idealizadas a partir dos arcos de caça, foram usadas desde o Império
Antigo em forma de arco e seu nome egípcio era benet. Nesse período
eram os únicos instrumentos musicais de cordas existentes no Egito. Consistia
de uma caixa sonora unida a uma haste curva circundada por presilhas, uma para
cada corda. As cordas se estendiam entre suas presilhas e uma barra de suporte que
ficava em contato com a caixa de som. Quando as presilhas eram giradas, a
tensão e, consequentemente, a afinação da corda atada a ela mudava. A maioria
destas harpas curvas tinha menos de dez cordas e algumas chegavam a ter apenas
três. Ao lado vemos uma harpa de madeira do Império Novo, conservada no Museu
Britânico de Londres. Clique aqui para ampliar a figura, ou aqui para ver
outra foto da mesma peça.
Harpas triangulares surgiram em
época posterior, vindas da Ásia. Nesse caso uma haste reta ficava presa em um
buraco de uma caixa sonora oblonga, resultando a formação de um ângulo agudo
entre a haste e a caixa. As cordas, possivelmente feitas de cabelo ou de fibras
vegetais, eram presas, de um lado, à caixa e, de outro, amarradas ao redor do
braço do instrumento. Como no modelo anterior, elas também eram afinadas
afrouxando-se ou apertando-se os nós que as seguravam. Os instrumentos
normalmente tinham de oito a doze cordas e homens e mulheres tocavam-nos
sentados, em pé, ou ajoelhados, em festas, reuniões sociais e eventos
cerimoniais. Geralmente eram feitos de madeira, freqüentemente enfeitados e
provavelmente não ecoavam muito longe.
A partir de 1550 a.C., quando
se inicia o Império Novo, os recursos instrumentais progridem e as harpas,
segundo informa o egiptólogo Pierre Montet, passam a ser mais volumosas. O
corpo sonoro redobra de volume e as cordas passam a ser mais numerosas. Fabricavam-se
harpas portáteis, harpas de grandeza média providas com um pé e harpas
monumentais que são verdadeiras obras de arte, cobertas com ornamentos florais
ou geométricos, enriquecidas com uma cabeça de madeira dourada que encava na
extremidade superior ou se adapta à base. Com relação ao luxo de tais
harpas sabemos, por exemplo, que o faraó Amósis (c. 1550 a 1525 a.C.) possuia
uma feita de ébano, ouro e prata. Nesse período elas podiam medir até dois
metros de altura e possuir 19 cordas. Alguns autores chegam a citar a
existência de harpas com até 29 cordas. Uma inscrição referente à coroação de
Tutmósis III (c. 1479 a 1425 a.C.) dá bem uma idéia da sofisticação que um
desses instrumentos podia alcançar:
Minha Majestade fez uma
esplêndida harpa forjada com prata, ouro, lápis-lazúli, malaquita, e toda pedra
preciosa brilhante.
As
pinturas do túmulo de Ramsés III (c. 1194 a 1163 a.C.) mostram muitas harpas em
forma de arco.
A lira, um instrumento de
cordas com o formato de uma letra U, com braços retos ou curvos de comprimentos
diferentes, é originária da Ásia. Algumas eram portáteis, extremamente
elegantes e com não mais do que cinco cordas. Outras podiam ser grandes e
possuir um pé de apoio. Seus instrumentistas aparecem representados muitas
vezes como nômades estrangeiros. A primeira representação de uma lira na arte
egípcia aparece no Império Médio e o instrumento tornou-se bastante comum cerca
de 500 anos mais tarde, já no Império Novo. Ela era tocada com um longo plectro
seguro com a mão direita, todas as cordas sendo tangidas em conjunto, enquanto
os dedos da mão esquerda silenciavam as cordas que não se desejava que soassem.
Como regra o instrumento era segurado horizontalmente, com a travessa afastada
do executante. Liras gigantes foram populares durante o reinado de Akhenaton
(c. 1353 a 1335 a.C.) e algumas eram tão grandes que podiam ser executadas a
quatro mãos. Depois do ano 1000 a.C. foi introduzida no Egito, também vinda da
Ásia, uma lira simétrica menor, com braços paralelos e que era segurada na
posição vertical.
Os vários tipos de tubos diferiram
na construção da extremidade que era levada à boca. As flautas simples, as
quais eram tocadas na posição horizontal, tinham uma cunha afiada que
permanecia do lado de fora dos lábios. As flautas duplas, instrumentos tocados
na posição vertical, tinham bocal solto, de encaixe, fornecido com palhetas
vibratórias simples, no caso de tubos paralelos, ou duplas, a exemplo do que
ocorre com os modernos oboés, no caso de tubos colocados em ângulo agudo. Os
arqueólogos nunca encontraram esses bocais. Entretanto, sabe-se que oboés
duplos já eram conhecidos, aproximadamente, desde 2800 anos antes de Cristo.
Tinham dois tubos de comprimento desigual, sendo que o mais longo era usado
para produzir sons contínuos e monótonos, ou para tocar notas que o tubo mais
curto não conseguia alcançar. Nas cenas militares, por sua vez, frequentemente
são mostrados trompetes. Pelo menos dois trompetes de Tutankhamon (c. 1333 a 1323 a.C.) e um
terceiro do Período Ptolomaico (304 a.C. a 30 d.C.) foram encontrados pelos
arqueólogos. Embora não tenham sido encontrados relevos mostrando instrumentos
feitos de chifres de animais, deve-se notar que existem modelos em terracota de
tais instrumentos datados do Império Novo.
Questionário
1. Qual instrumento foi idealizada a partir dos arcos de caça?
2. Quais partes de animais eram utilizados na construção de instrumentos?
3. O que era uma Lira
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